Conheça Wanderley, técnico do ReciclaON, que orienta a equipe pelo Brasil

O projeto ReciclaON é desenvolvido por pessoas engajadas no propósito maior do projeto. Um dos responsáveis e participante ativo desta atividade é Wanderley dos Anjos, que é Engenheiro de Produção com ênfase em Plástico, que coordena ações pelo Brasil, junto aos técnicos locais e técnicos do projeto, capacitando e ensinando catadores sobre o manejo e destinação adequados de resíduos eletroeletrônicos.

“Atuo desde 2008 (Instituto Gea – Ética e Meio Ambiente). Comecei atuando com cooperativas e, inclusive, na implantação de programas de coleta seletiva. Posteriormente, atuei com planos de gestão integrada de resíduos sólidos, com planos de saneamento básico, planos de coleta seletiva para municípios e consórcios públicos”, ressaltou dos Anjos, que gerencia o ReciclaON.

Ele ainda completou. “Tenho uma formação que vai desde a questão de apoio técnico a cooperativas de catadores até apoio técnico a municípios, realizando planos para resíduos sólidos. ”

Wanderley dos Anjos chegou ao instituto há 18 anos, ainda como estagiário. Sua participação no  ReciclaON reflete esse conhecimento da instituição e seu pacto com seus princípios. 

“Ajudei a escrever o projeto [ReciclaON]. Já estava no Gea quando apareceu o edital da Caixa Econômica Federal. Dessa forma, nós, junto à Ana Luz e Araci Musolino (fundadoras da Associação), mais  a equipe de comunicação, elaboramos a proposta, que foi aprovada e publicada no Diário Oficial”, salientou o Analista Ambiental, sobre a capacitação para catadores das cooperativas de todo o Brasil.

De acordo com o Analista Ambiental, tudo que está sendo realizado nos últimos dois anos, é materialização do projeto gestado em 2023. “Para a gente, é tranquilo essa atuação [orientar técnicos e catadores participantes do ReciclaON pelo Brasil]. Pensando na hierarquia, a gente tem a Ana e a Araci, que fazem a orientação geral, mas no plano da execução a gente tem uma atuação técnica bem horizontal. Isso facilita, pois minha relação com os outros técnicos é muito tranquila. Nosso desafio como gestão é entender qual é a aptidão de cada um deles. Ao mesmo tempo, a gente tem demandas que vão estar em todas as esferas e aí isso é um processo que a gente tem que ir adequando e ajudando os colaboradores”, finalizou.

Por outro lado, há dificuldades ressaltadas pelo Wanderley dos Anjos. “Nos projetos anteriores havia quase que uma ausência da legislação sobre resíduos eletroeletrônicos e hoje já existe. Mas não é tão favorável para os catadores e para as cooperativas de catadores. Isso dificulta um pouco a execução do ReciclaON, mas a gente vai contornando isso com negociação, em busca de parcerias com empresas.”

Públicos diferentes

“Somos todos o mesmo povo. Temos algumas especificidades, temos pessoas de diferentes lugares do Brasil, mas isso é tranquilo. Afinal, isso passa pelo respeito à individualidade, respeito às diferenças, que é um valor aqui do Instituto Gea – Ética e Meio Ambiente. Então, para a gente [Projeto ReciclaON], lidar com as mais diversas pessoas é algo que faz parte de nossa atividade cotidiana e nos faz sempre evoluir”, comemorou.

Ainda sobre o tema, segundo o analista ambiental, o ReciclaON, nos cursos, inclusive, já teve estrangeiros e imigrantes participando. Havia até a perspectiva de haver alunos indígenas, no curso em Manaus, mas infelizmente eles não conseguiram chegar, pelas dificuldades de vencer as distâncias amazônicas.

Atualmente, o ReciclaON tem cinco técnicos sob o guarda-chuva de Wanderley dos Anjos, atuando na sede. Pelo Brasil, são mais cerca de 20 técnicos locais, que auxiliam nas aulas, palestras e no contato mais próximo com as cooperativas e instituições de cada cidade.

Balanço – ReciclaON

“[O] ReciclaON cessa um possível dano ambiental causado pelas cooperativas de catadores, pelo manejo inadequado de resíduos eletroeletrônicos, devido à falta de conhecimento. Quando você não trata de forma adequada esses resíduos, pode se contaminar e ao meio ambiente que, na verdade, é uma coisa só. As coisas estão conectadas. E quando a gente leva para as cooperativas a forma correta de tratar os resíduos eletroeletrônicos, como que eles devem ser tratados, como eles devem ser armazenados, a gente está minimizando o impacto ambiental que poderia vir a ocorrer“ afirmou dos Anjos.

Com isso, de acordo com o Wanderley dos Anjos, o ReciclaON quer trazer uma nova forma de atuação para as cooperativas, ampliando a renda do catador, levando conhecimento para as cooperativas e causando grande impacto positivo na sociedade.

Compartilhe seu post:

Confira mais matérias:

Fique por dentro das novidades do projeto.
Inscreva-se no nosso boletim eletrônico!