Recife recebeu mais uma vez o Projeto ReciclaON, desta vez para o curso de Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos em Cooperativas de Catadores, destinado às lideranças dessas instituições da Capital e Região Metropolitana. Depois do curso sobre desmontagem e destinação segura de REEE, desta vez a formação em gestão teve objetivos mais estratégicos, ensinando técnicas de administração e comercialização para abrir caminhos a uma atuação mais rentável e sustentável.
O curso gratuito reuniu pelo menos uma dezena de cooperativas na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em 28 de novembro. Na véspera, no dia 27 foram realizadas três palestras sobre Contaminação por Resíduos Eletroeletrônicos, direcionadas a todos os catadores das cooperativas escolhidas para serem estruturadas na cidade. As palestras buscam orientar sobre o manuseio seguro desses materiais visando a proteção da saúde no trabalho e do meio ambiente.

Vantagens
“Aprendemos que resíduos eletroeletrônicos têm muitas vantagens pela qualidade dos itens que compõem um equipamento. O ReciclaON nos ensina a lidar com o material e a definir as peças a serem vendidas individualmente. Até agora, não sabíamos sequer como desmontar um computador, muito menos fazer a administração do negócio e a reaproveitar as peças, por isso são cursos importantes”, fala Vânia Maria da Silva, da Cooreplast, que tem 21 anos de existência.
Entre as cooperativas participantes estiveram Coocares, Pró-Recife, Cooreplast, Curcurana, Sítio Carpina, José Cardoso, Resgatando Vidas, Gusmão, Palha de Arroz e Recicla Torre.
O Brasil está listado como 5º maior gerador de lixo eletrônico no mundo, segundo o Global E-waste Monitor 2024, da ONU. O País produziu 2,1 milhões de toneladas de REEE em 2.022, mas calcula-se que apenas 3% foram coletados e reciclados formalmente.
O ReciclaON está cruzando o Brasil com a missão de qualificar cooperativas e catadores para lidar com esse material. A primeira abordagem do projeto, realizada em Recife em abril (foto), foi em curso sobre Educação para Destinação Socioambiental de REEE. Os participantes aprenderam a separar corretamente os componentes dos equipamentos, garantindo mais segurança e valorização comercial com a venda de peças segregadas. A iniciativa é da ONG Instituto Gea – Ética e Meio Ambiente com apoio financeiro do Fundo Socioambiental da Caixa.

