As duas primeiras cooperativas de catadores estruturadas pelo Projeto ReciclaON em São Paulo já realizam atividades especializadas em desmontagem e destinação correta de resíduos eletroeletrônicos. Embora com quantidades diferentes de REEE neste início de trabalhos, tanto a Coopernova, de Cotia, como a Coopamare, da Capital, deram tratos profissionais aos recicláveis neste período de pós-estruturação.
Promotor da iniciativa, o Instituto Gea-Ética e Meio Ambiente enviou técnicos para as duas instituições em 23 de setembro passado para acompanhar os procedimentos, e a avaliação foi positiva.
Na Coopernova de Cotia, a assistente financeira Cláudia Mattos mostrou que o volume de saída no mês de agosto alcançou seis toneladas de REEE, vendidas para duas empresas, a iWrc HP e Amr Server Digital. A cooperativa ainda programa a melhor forma de registrar a entrada desses materiais, que ainda chegam ou como sucata eletrônica ou vêm acompanhados de registros genéricos.

Coopernova de Cotia

Espaço destinado ao manuseio de REEE na Coopamare
Qualificação
Com apoio do Fundo Socioambiental da Caixa, cooperativas estruturadas pelo ReciclaON são aquelas que passam por diagnóstico, recebem qualificação com cursos de Educação para Destinação Socioambiental de REEE e também de Gestão, palestras sobre Contaminação e ganham bancadas e ferramentas exclusivas para atuar com esses resíduos de forma profissionalizada.
Também em 23 de setembro houve visita à Coopamare (Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Papelão, Aparas e Materiais Reaproveitáveis), em Pinheiros, na Capital paulista. Até o momento, não houve entrada de REEE por meio de doações. Os resíduos recebidos provêm, por enquanto, de coletas em condomínios e de catadores autônomos que os entregam no local.
Em setembro de 2025, ingressaram aproximadamente seis toneladas de eletroeletrônicos, em sua maioria sucatas como ventiladores, máquinas e geladeiras. Itens de maior valor, como computadores, notebooks e placas, não têm chegado com frequência. Como resultado, no mesmo mês, a cooperativa processou apenas 50 quilos desse material de maior valor, em contraste com as seis toneladas de eletroeletrônicos vendidas. Cada material tem sua destinação adequada, para empresas certificadas

