A jornada de catadores e cooperativas de recicláveis com cursos de capacitação sobre resíduos eletroeletrônicos promovidos pelo Instituto Gea – Ética e Meio Ambiente, que envolve ainda estruturação de espaços de trabalho e monitoramento do processo, foi levada ao 2º Fórum de Sustentabilidade da SPObras (Secretaria de Obras de São Paulo) realizado no início de setembro último.
A presidente do Gea, Ana Maria Domingues Luz, falou sobre Destinação Socioambiental de Resíduos Eletroeletrônicos e os impactos positivos causados à comunidade e aos próprios catadores por meio de projetos como Eco-Eletro, Descarte Legal e ReciclaON. Entre os benefícios para os recicladores estão o aumento da renda, inclusão social e um trabalho mais limpo e seguro para a saúde humana e o meio ambiente. Já a população ganha rede capilarizada para coletar e destinar resíduos eletrônicos.
Sustentabilidade no setor público
O 2º Fórum de Sustentabilidade da SPObras reuniu dias 3, 4 e 5 de setembro diversos especialistas em evento voltado ao fortalecimento de práticas sustentáveis no setor público. O principal objetivo foi disseminar conhecimentos e inspirar boas práticas de gestão pública mais verde, inovadora e eficiente.
Entre os temas abordados, estiveram a eco-etiquetagem de produtos e serviços para compras públicas, impactos econômicos do descarte irregular, marcas sustentáveis: construindo um futuro mais responsável, desafios na gestão de resíduos de construção e demolição, educação ambiental para o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, energia solar nos prédios públicos, entre outros.
Sobre resíduos eletroeletrônicos, Ana Maria mostrou como a educação ambiental é importante para levar essa agenda ao topo das discussões nacionais, na medida em que esses equipamentos são cada vez mais descartados com as atualizações tecnológicas. Ela falou sobre os perigos por trás dos REE, se não forem destinados adequadamente, pois contêm, entre outros, mercúrio, chumbo e cromo, elementos tóxicos aos humanos e ao meio ambiente.
A presidente do Gea falou também sobre a importância das parcerias com universidades que acolhem os cursos de educação ambiental, a fim de valorizar a educação dos catadores, e também as ações de interação entre a academia e as cooperativas.
Recentemente, o Gea estimulou a criação e passou a ser um dos coordenadores do Grupo de Trabalho que vai rediscutir a Lei do Desfazimento no âmbito do CIISC (Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis), do governo federal. Com isso, poderá sedimentar o acesso das cooperativas ao descarte de eletroeletrônicos dos poderes públicos.


